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Apesar dos detratores, a indústria do plástico segue de vento em popa


Paris, 18 Jul 2018 (AFP) - A indústria do plástico se posicionou em um crescimento regular, impulsada, ao mesmo tempo, pelo consumo dos países emergentes e pelos produtos mais técnicos nos países desenvolvidos, apesar dos protesto dos ecologistas e do endurecimento das normativas.

Em dez anos, a produção mundial de plásticos passou de 245 milhões de toneladas, em 2006, a 348 milhões de toneladas, em 2017, segundo os dados apresentados recentemente pela federação europeia PlasticsEurope. O crescimento foi de 3,9% em 2017, seguindo a tendência dos anos anteriores (4% em 2016, 3,5% em 2015). Quando só se tem em conta os termoplásticos, que incluem os produtos mais comuns como o PET (polietileno tereftalato), o polipropileno, o polietileno e o PVC (policloreto de polivinila), a demanda mundial cresceu a um ritmo de 4,7% por ano no período 1990-2017.

"Isso continuará do mesmo modo nos próximos anos? Podemos supor que sim", considera Hervé Millet, diretor de assuntos técnicos e regulamentares na PlasticsEurope. "As razões que explicam o crescimento dos plásticos no mundo, a priori, não vão desaparecer de repente". O consumo de plásticos está "ligado ao desenvolvimento econômico dos países", seja em termos de infraestruturas e de construção, de transportes ou de aplicações nos setores elétrico e eletrônico, explica Millet. A isso se adiciona a primeira aplicação, que é a embalagem, cuja demanda é alta nos países em desenvolvimento e que representa quase 40% do consumo de plásticos na Europa.

- O fim das sacolas de plástico? -"Há um forte motor nos países em desenvolvimento, ligado ao consumo", com uma demanda de polímeros de base para as embalagens, aponta Pierre Gadrat, diretor para química e materiais no gabinete Alcimed. "No outro extremo da cadeia, está o desenvolvimento de polímeros técnicos. Continua tão dinâmico quanto, ou inclusive mais do que antes", acrescenta.

A produção de novos polímeros responde a aplicações nos setores do automóvel e médico. Algumas resinas são empregadas nos materiais compostos para os carros e em aeronáutica, mas também para produtos de consumo como os tênis esportivos.

Paralelamente, a contestação dos plásticos vai crescendo, especialmente por motivos de poluição, e as normativas são endurecidas, o que começa a preocupar os fabricantes. Na França, os pratos descartáveis de plástico devem desaparecer em 2020 se não forem biodegradáveis. As sacolas de plástico finas estão proibidas desde 2017, e muitos países tomaram medidas similares diante da poluição dos mares. No fim de maio, a Comissão Europeia propôs proibir os cotonetes, talheres, pratos, canudos, varetas para mexer coquetéis e palitos de plástico para balões. 

- O desafio da reciclagem -"Atualmente, isto não afeta de forma maciça o crescimento do setor", destaca Emmanuel Guichard, delegado-geral da federação francesa de embalagens de plástico (Elipso). Mas "podemos pensar que todas estas medidas regulamentares, em um determinado momento, terão seu impacto”, acrescenta. Os industriais se perguntam também sobre a imagem de seu produto. "É o plástico que está sendo estigmatizado em seu conjunto", adverte Hervé Millet, da PlasticsEurope.

O setor começa a levar em conta a dimensão da reciclagem, enquanto as marcas para o grande consumo se comprometem a utilizar mais plástico reciclado. "Pela pressão regulamentar [...], os resíduos plásticos são cada vez menos um resíduo e mais uma matéria-prima valiosa", diz Pierre Gadrat, que vê na reciclagem, ainda limitada, um "dos desafios-chave para o amanhã no setor do plástico".

Para outros materiais de uso corrente, como os metais, o vidro, o papelão, os resíduos estão plenamente integrados nos canais de produção. Para o diretor científico do órgão de coleta Citeo, Carlos de Los Llanos, "isso é o que espera o plástico: a situação de uma indústria que administre simultaneamente seu recurso virgem e seu recurso reciclado". "Mas isso se aprende. Serão necessários ainda alguns anos", acrescenta.

 

Fonte: Uol Economia




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