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Coleta seletiva fracassa por causa da cobrança das sacolas plásticas


O resultado foi uma redução anunciada e comemorada pelas APAS de 70% no seu consumo. Porém, este número só beneficia os supermercados, trazendo prejuízos ao consumidor e ao meio ambiente
 
É hábito de mais de 90% das pessoas reutilizar as sacolas plásticas para descartar o seu lixo doméstico. Se as sacolas que hoje, inclusive, são feitas nas cores verde e cinza e contam com mensagens de incentivo à coleta seletiva dos resíduos continuassem a ser distribuídas gratuitamente à população pelos supermercados, a sociedade poderia estar muito mais engajada na separação dos recicláveis, que chegariam em quantidade suficiente às centrais de triagem da prefeitura, que hoje estão ociosas.
 
Pesquisa da Datafolha de 2015 já apontava que 83% da população paulistana não pagariam pelas sacolas verde e cinza e 87% desejavam que o Procon/SP lutasse pela gratuidade das sacolas plásticas. Esses números não foram considerados pelo Poder Público. “O Procon/SP assinou acordo com a APAS para a venda das sacolas, única interessada na cobrança deste produto. Já a prefeitura se esquivou, pois deveria ter proibido a venda das sacolas. Só assim garantiria o sucesso do seu próprio projeto de reciclagem”, afirma Miguel Balúense, presidente da Plastivida.
 
Sem as sacolas, a cidade de São Paulo está mais suja e a coleta de recicláveis (e mesmo do lixo comum) não acontece a contento, pois a população não tem mais acesso às sacolas, seja por falta de recursos, seja por não aceitar pagar mais uma conta, segundo Bahiense.
 
No estado do Rio Grande do Sul, a Lei n° 13.272/09 proíbe o uso de sacolas fora das especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Com uma sacola mais resistente e de qualidade, há naturalmente, redução do desperdício, já que não é necessário se colocar uma dentro da outra para ter segurança no transporte das compras, e estímulo à reutilização. A população gaúcha foi beneficiada, ainda, com o programa de educação ambiental “Sacola Bem Utilizada Ajuda O Meio Ambiente”, que fomenta o uso responsável, as boas práticas de reutilização, o descarte correto das sacolinhas e sua reciclagem.
 
“Entendemos a necessidade da preservação ambiental, inclusive apoiamos e realizamos iniciativas que ampliem o consumo consciente de qualquer produto para evitarmos o desperdício. Mas essas ações não podem prejudicar o consumidor nem o meio ambiente, apenas em benefício de supermercados. O consunúdor é parte fundamental do processo de reciclagem e tem que ser convidado a integrar o movimento enão somente apagar a conta”, afirma Bahiense.
 
 
 
 
FONTE: WWW.ABIEF.COM.BR



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